Autor: Orivaldo Guimarães de Paula Filho
Em diversos outros artigos já publicados em nosso blog, tratamos de maneira clara por diversos temas essenciais para qualquer órgão público que tenha como objetivo a sustentabilidade, a humanidade, a eficiência e a eficácia. Neste rol de temas podemos citar o cuidado com a saúde mental em todas as suas áreas, o estabelecimento de gestores cuja liderança seja altruísta e voltada ao cuidado dos servidores e dos cidadãos, o mapeamento, a prevenção e o combate a todos os fatores de riscos psicossociais, a mudança da cultura institucional prezando o ser humano sem esquecer dos resultados através da formação de equipes engajadas e capacitadas e a propagação de clima organizacional que contemple o bem-estar de todos.
Nos órgãos públicos precisamos de gestores que não ignoram o que é importante, que olha e atende aos anseios dos servidores e coloca o cuidado com as pessoas como estratégia da gestão e para isso é necessário a realização de um diagnóstico organizacional que traga a realidade do órgão, o fortalecimento das lideranças existentes visando um acompanhamento leve e de caráter técnico que venha a propiciar a mudança da cultura institucional e a sua sustentação de maneira perene e também a atuação para a melhoria do clima organizacional e, por que não, também o clima emocional do dia-a-dia. Tudo isso sem esquecer da importância do cumprimento da legislação atual e, em especial, a prevenção com base nas NRs 1 e 17, além de outras normas aplicáveis, e às leis existentes que tratam da qualidade de vida no trabalho promovendo a redução dos riscos, dos conflitos e dos afastamentos.
Outro ponto de fundamental importância é o mapeamento dos processos de trabalho existentes e a criação de novos fluxos de trabalho que incorpore as novas tecnologias, sejam simples e funcionais eliminando a burocracia desnecessária e as pressões por prazos irrealistas e que causam adoecimento.
Para o gestor é uma oportunidade de criar uma cultura institucional voltada para a proteção dos servidores e dos cidadãos e para a sua própria proteção, sendo que para isso é preciso ter clareza sobre os riscos internos, fortalecer as lideranças intermediárias, construir fluxos de acolhimento para os servidores que porventura sofram situações de assédio ou violência, organizar processos internos e externos de convivência com os diversos patamares hierárquicos e culturais existentes na Administração, melhorar o clima organizacional com a redução das tensões criando um ambiente emocionalmente seguro e prazeroso.
Apesar desta ser uma proposta realista e perfeitamente aplicável aos diversos órgãos públicos que buscam um ambiente humanizado e eficiente deve estar se perguntando:
Como tudo isso pode funcionar no órgão público em que estou lotado?
Sendo que cada Secretaria Municipal, cada Departamento e, por que não dizer, que cada setor tem a sua realidade única e será que os servidores que ali estão tem o desejo de alterar suas rotinas?
Não sabemos, mas acreditamos que é importante ouvi-los com calma, respeito, cuidado e profissionalismo.
Nos próximos artigos continuaremos a tratar dos fatores de riscos psicossociais, saúde mental, qualidade de vida no trabalho e bem-estar aplicados à Administração Pública.
Cursos do professºr Orivaldo Guimarães de Paula Filho sobre os temas tratados neste artigo:
1033 – Assédio Moral e Sexual no âmbito da Administração Pública
1210 – A NR-01 atualizada na Administração Pública – Aplicação das disposições obrigatórias
4000 – Riscos psicossociais e a atualização da NR-1 específico para Administração Pública
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Orivaldo Guimarães de Paula Filho
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